domingo, 23 de outubro de 2011

Determinate - Cap.4


   Eu estava no meu not e a (sua amiga) tava deitada na cama, enquanto pensava na festa.
   __(seu apelido), qual salgadinho você acha que a gente tem que comprar?
   __Você sabe que o meu preferido é...-ela me interrompeu e foi falando-
   __DORITOS, tá tá, já sei, mais além desse qual outro?
   __O sem educação, eu não sei pensa aí.
   __Eu to te perguntando porque eu não sei né o anta.
  Nós nos tratávamos assim mesmo, anta, vaca, cavala, cachorra, vadia, são apelidos muito carinhosos. Aquela cavala pegou meu travesseiro e tacou em mim, e ficou me provocando.
   __Anda (seu nome) deixa de ser chata vai- ela tava falando isso e me dando travisseiradas- me fala qual outro.
   Eu não aguentei de raiva, peguei outro travesseiro e joguei nela, nisso começou meio que uma guerra, mas antes que meus travesseiros estivessem despenados, despedaçados e estragados eu disse:
   __PARAAAA, não acha melhor deixar isso pra fazer na festa amanha?
   __É melhor né?
   __Muito melhor.
   Nisso ficamos conversando e planejando tudo até umas 18:10, até que a (sua amiga) teve q ir embora e eu fui fazer meu dever, mesmo sendo uma chatice, coloquei meus fones e fui ouvir música, acabei meu dever e comecei a pensar, tudo na vida acontece por uma razão, porque o meu baby tinha me respondido? Tá, eu amo muito ele mais eu não acredito muito que um dia eu possa encontra-ló, quando eu vou ter uma oportunidade dessas? Não sei. Não tenho dinheiro para ir estudar fora, e quando ele vier aqui, nem sei se eu vou poder ir no show, eu o amo muito muito mesmo, e eu acho, no fundo do meu coração eu tenha a esperança de algum dia conhecer ele, é só isso que eu espero. Dormi com esse pensamento e tive um sonho, eu e a (sua amiga) estávamos em um lugar escuro, parecendo uma floresta, lá estava a uma menina, toda machucada, precisando de ajuda, eu e a (sua amiga) fomos tentar ajudar, mais parecia que éramos invisíveis, não conseguíamos ajudar, tentávamos de qualquer maneira dizer que estávamos ali, que iríamos ajudar, mais parecia que ela não escutava, até que chegou uma outra pessoa, estava escuro e não dava para ver, essa pessoa disse:
    __Você não esperava por essa não é ...
   Na hora que a pessoa ia dizer o nome eu acordei, estava apavorada, olhei para o relógio e vi que eram 3:44 da manha, comecei a chorar, parecia que a menina estava muito mal, precisando de ajuda, aquele pesadelo me pareceu muito real, estava toda suada e comecei a chorar, eu queria ajudar aquela menina, mais eu não podia. Quando consegui dormir novamante já era umas cinco horas da manha, meu celular despertou ás seis, e lá vai eu com aquela cara de sono pra escola.
 Chegando lá a (sua amiga) veio conversar comigo.
   __O que aconteceu com você (seu apelido)?
   __Pesadelo á noite.
   __Como foi? Conta rápido, vai falando, anda.
   __Tá bom bitch, foi assim, estava eu e você em uma floresta escura, á noite, não dava para ver nem o céu, as árvores estavam muito próximas umas das outras, eu e você estávamos andando perdidas, até que ouvimos alguém gritar por socorro, chegando lá dava pra saber que era uma menina, não deu para ver quem, nos tentamos ajudar, tentamos falar com ela que estava tudo bem, mas nós éramos tipo fantasmas sabe? Como se fossemos invisíveis, aí apareceu uma outra pessoa, que não deu pra ver quem era e disse: “Por essa você não esperava não é...” na hora que iriam falar o nome da menina, eu acordei apavorada.
   __OMG, que medooo (seu nome), porque você sonhou com isso?
   __Não sei, só sei que foi muito medonho. 
   __Assim, mudando de assunto, porque esse pesadelo seu já me assustou o suficiente, você vai lá em casa hoje depois da aula?
   __Não sei, acho que não.
   __Vaaai (seu apelido) por favor!
   __Vamos fazer o seguinte, você vai lá pra casa comigo, eu arrumo as minhas coisas e nós vamos ta?
   __Tudo bem então.
   Escutei alguém falando alguma coisa do meu lado, mais não vi quem era, quando percebi já era tarde.
   __Então vocês duas já acabaram o assunto aí? Posso dar a minha aula (seu nome) e (sua amiga)?
   __Desculpas professor Carlos.
  __É desculpa aí cara- O QUE A (sua amiga) TAVA FALANDO? ELA TEM PROBLEMAS?- cara mais chato- ela disse baixinho, em um sussurro.
   __Disse alguma coisa (sua amiga)?
   __Eu? Não, claro que não.
   __Hmm.
   Ela me olhou e nos começamos a rir um pouco alto demais.
   __Qual o motivo da graça em senhoras?- senhoras, ele me chamou de senhora?? Aquele velho acha que é quem pra falar assim comigo?- Fala para nós.- a turma toda nos olhava.-
   __Não nenhum professor.- eu estava apavorada-
   __Deve ter algum motivo para vocês estarem rindo assim.
   __Aff professor, a (seu nome) já disse que não é nada- a (sua amiga) era realmente doida- que saco!
   __Falem a verdade vocês duas.
   __Tudo bem, depois não manda a gente para a diretoria ta? – a (sua amiga) tava doida, ela ia contar a verdade?- A verdade é que a (seu nome) me contou uma piada MUITO idiota, mais de tão retardada que é eu comecei a rir, só isso.
   __Então qual é a piada?
   Muito obrigada (sua amiga), olha a situação que aquelas bitch me colocou, olhei para ela com olhar matador enquanto o professor olhava para mim, ela me mandou um beijinho, sínica, falsa, chata, eu ainda mato ela. Vasculhei rapidamente minha mente, em busca de uma piada idiota e curta.
   __Então (seu nome), qual a piada?
   __Era assim professor: um passarinho virou pra passarinha e disse: “ e ae? Quer danoninho?
   Minha sorte foi que a sala toda começou a rir, o professor me olhou com uma cara de morte e disse:
   __Essa era a piada?
   __Ahaam.
   __Não achei graça nenhuma.
   __Eu avisei professor.
   Ele se virou e eu fui falar com a (sua amiga), só conversar por enquanto, mesmo querendo MATAR aquele ser.
 
   __Eu te mato sua cavala, cachorra, desgraçada, você quase me ferrou na frente da sala inteira.
   __Como que você conseguiu achar uma piada assim tão rápido?
   __Não te interessa.
   __Grossa!
   __Idiota!
   __Idiota que você ama.
   __Grossa que você ama mandou beijos. - Disse isso mandando um beijo para ela-
   Assim que eu acabei de falar, bateu o sinal de troca de professores, todo mundo saiu da sala, o Igor veio falar comigo:
   __(seu apelido) você ta bem?
   __Sim, por quê?
   __Você sumiu.
   __Que fofo- disse isso apertando as bochechas dele- tava preocupado comigo.
   __Eu? Kkkkkkkkkkk, nem tava.
   __Não? Então porque veio falar comigo? (seu apelido) você ta bem?
   __Aff, ta bom, eu tava preocupado com você, poxa você é minha melhor amiga, tinha que tá preocupado mesmo.
   __Que bonitinhoooo.
   __Minha professora, deixa eu ir, tchau. –dei um beijo da bochecha dele- no intervalo a gente termina.
   __Ok, tchau (seu apelido).
   Entrei para a sala e as aulas passaram em um tédio só até a hora do intervalo. Quando finalmente aquele sino bateu, eu fui saindo da sala até que a Larissa veio falar comigo.

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